Dehonianos
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DEHONIANOS

UM CORAÇÃO PARA AMAR

Vivemos num mundo em crise: os jornais falam de crise econômica... o povo passa fome; a TV anuncia violência e guerra... é a crise do poder; isto sem falar na crise da família, da moral, da cultura... a lista seria interminável.

No entanto, existe uma raiz para todas essas coisas: é a crise do amor. João Leão Dehon já percebeu que a origem dos grandes males da sociedade está na recusa do amor a Deus.

Ele estudou cada uma das crises e chegou à conclusão de que a grande solução seria mostrar ao mundo que “Deus tem Coração”. Seu grande ideal era formar uma legião de missionários que fossem “Profetas do Amor e Ministros da Reconciliação”.

PERFIL DE UM PROFETA

João Leão Dehon nasceu em 14 de março de 1843 em La Capelle, França. Seus pais: Júlio Alexandre Dehon e Estefânia Adele Vandelet, devota fervorosa do Coração de Jesus. Freqüentou a escola da cidade e mais tarde o Colégio de Hazebrouck.

Na noite de natal de 1856, Leão sentiu um forte chamado ao sacerdócio. Conversou com o pai a respeito. Recebeu um frio e seco “não”.

Júlio sonhava um futuro brilhante e diferente para o filho. Leão obedece momentaneamente a seu pai e vai para Paris, onde freqüenta diversos cursos, mas acaba se fixando no curso de direito, que lhe parecia mais de acordo com sua cultura e sensibilidade.

Com seu amigo Leão Palustre empreendeu longas viagens por vários países, Alemanha, Suíça, Norte da Itália, Grécia, Egito e Palestina. Depois da visita à Terra Santa, decidido a seguir a sua vocação sacerdotal, em 1865 partiu para Roma. Em Roma obtêm o título de Doutor em filosofia, de teologia e de direito canônico. É ordenado sacerdote em 19 de novembro de 1868.

Com vários doutorados em sua bagagem, esperava trabalhar numa universidade, mas acabou sendo nomeado pároco de uma pobre e problemática paróquia: São Quintino.

Leão assumiu sua missão com entusiasmo e tomou iniciativas de grande repercussão: fundou um patronato, a Obra dos Círculos Católicos, o jornal Le conservateur de L’Aisne, círculos de estudos religiosos e sociais, promoveu encontros de estudos com os patrões, duas vezes por mês; o Colégio São João... Sacerdote culto, santo e dinâmico, tinha algo que o inquietava. Faltava-lhe alguma coisa. Mas o que era realmente? Depois de um longo discernimento, em junho de 1878 funda a Congregação dos Padres do Sagrado Coração.

Temporariamente supressa por determinação da Santa Sé, a nova Congregação experimentou, a partir de 1844, um vertiginoso crescimento e um surpreendente impulso missionário, espalhando-se por diversos países.

Pe. Dehon, na agitada França daquele fim de século, foi o missionário da doutrina social da Igreja. Pe. Dehon faleceu no dia 12 de agosto de 1925, aos 82 anos de idade. “Por Ele vivi, por Ele morro”, foram suas últimas palavras. A Congregação Plenária da Causa dos Santos já se pronunciou sobre a heroicidade das virtudes (Decreto: 8.9.47).

Hoje a congregação tem 23 províncias, em 32 países, com aproximadamente 2.300 membros, mais de 300 deles são estudantes de filosofia e teologia, 64 irmãos religiosos, 26 diáconos, 16 bispos e 100 noviços.

 

O CARISMA DEHONIANO

 

 No coração da família dehoniana experimentamos um dom especial de Deus que nos une em comunhão e uma espiritualidade que nos anima para a missão de evangelizar.

Pe. Dehon nos deixou em herança este maravilhoso tesouro: o coração de Jesus. Procuramos resumir aquilo que está em nossa regra de Vida em apenas uma frase: “União à oblação reparadora de Cristo ao Pai em favor da humanidade”.

Este carisma define a nossa identidade dehoniana. É preciso estar sempre atentos à inspiração original e aos apelos do nosso tempo para manter-nos dinâmicos e realizar assim nosso papel na Igreja.

A oblação é o cerne da espiritualidade dehoniana. Na intenção original do Pe. Dehon, o nome da Congregação deveria ser “Oblatos do Coração de Jesus”. O “Eis-me aqui” traduz perfeitamente o núcleo de nossa espiritualidade, configurando a nossa existência com a de Cristo.

Portanto, o dehoniano deve ser reconhecido por atitudes que nascem de sua oblação a Cristo e que marcam todo o seu ser: disponibilidade, amor à Eucaristia, obediência, espírito de comunhão, solidariedade e gratuidade.

Se a oblação define o nosso “ser”, a reparação, por sua vez, é o eixo central do nosso fazer e o critério de nossas opções apostólicas.

Embora nossa Congregação não tenha sido fundada em vista de uma obra determinada, nossa missão “reparadora” sugere algumas opções apostólicas típicas da Família Dehoniana:

Colocamos a Eucaristia como princípio e centro de nossas vidas, procurando fazer, diariamente, a “adoração eucarística reparadora”, como um autêntico serviço à Igreja;

Queremos instaurar o “Reino do Coração de Jesus nas almas e na sociedade”. “Pela nossa maneira de ser e de agir, pela nossa participação na construção da cidade terrestre e na edificação do Corpo de Cristo, devemos manifestar eficazmente que é preciso procurar, antes de tudo e em tudo, o Reino de Deus e a sua justiça”.

Buscamos uma constante solicitude "em especial para com os mais desamparados, humildes e os que sofrem... operários e pobres, para anunciar-lhes as insondáveis riquezas de Cristo”. Por isso, a partir do exemplo do fundador, dedicamos especial atenção às obras de “apostolado social”.

Respondemos às necessidades pastorais de nosso tempo, em comunhão com as orientações apostólicas da Igreja local, de modo a encontrar as modalidades de inserção "que nos permitam desenvolver as riquezas de nossa vocação".

Procuramos promover as vocações e trabalhar para formação de religiosos e sacerdotes.

Consideramos a atividade missionária "uma forma privilegiada de serviço apostólico".

Assumimos ainda outras tarefas como o apostolado no meio da juventude e nos colégios, paróquias e Pastoral da Comunicação, sempre "em sintonia com os sinais dos tempos e comunhão com a vida da Igreja".

A FAMÍLIA DEHONIANA

Existem diversas maneiras de viver a espiritualidade do Sagrado Coração de Jesus conforme foi inspirada por Deus ao Pe. Dehon:

  1. Consagrados na vida religiosa: padres e irmãos que vivem sua consagração pela profissão dos votos de castidade, pobreza e obediência, na Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus.
  2. Consagradas na vida religiosa: religiosas que vivem sua consagração pela profissão dos votos. No Brasil temos a Fraternidade Mariana do Coração de Jesus, fundada por Pe. Aloísio Boing em 02/08/1974 em Jaguará do Sul, com sede atual em Nereu Ramos.
  3. Consagrados na secularidade: homens e mulheres que vivem sua consagração fazendo os três votos em um instituto secular marcado pela espiritualidade dehoniana. Citamos dois institutos: Companhia Missionária do Sagrado Coração (Itália) e Missionários do Amor Misericordioso do Coração de Jesus (Portugal)
  4. Leigos dehonianos: solteiros ou casados que vivem a espiritualidade dehoniana num ambiente onde vivem, e procuram levar o projeto dehoniano a todos os lugares e ambientes pelo seu compromisso apostólico.
  5. Novas Fundações: a Missão dehoniana Juvenil é uma delas.

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