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IV Theotokos Reflexão sobre o Tema

IV THEOTOKOS - Diocese de Viana e Legião de Maria - Monção: 21 de Agosto 2016

REFLEXÃO SOBRE O TEMA: Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.

Problematização temática:

Por que os misericordiosos alcançarão misericórdia?

Quem são as características de vida e espiritualidade dos bem-aventurados?

I - Aspectos exegéticos:

1 - Texto: Mt 5, 3-11

3 "Felizes os pobres no espírito, porque deles é o reino dos céus. 

4 Felizes os mansos, porque herdarão a terra.

5 Felizes os aflitos, porque serão consolados.

6 Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. 

7Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.

8 Felizes os puros no coração, porque verão a Deus.

9 Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 

10 Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque é deles o reino dos céus. 

11- Felizes sois, quando vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por causa de mim.

2 - Contexto: Discurso da montanha Mt cap 5 a 7

Introdução 5, 1-16

- Bem-aventuranças 5,3-12

- Sal e luz como símbolos e reflexos do espirito das bem-aventuranças 5,13-16

Ensinamentos diversos 5, 17-7,12

- A lei do reino dos Céus 5,17-48

- A justiça do reino messiânico 6,1-18

- Desapego dos bens terrenos 6,19-34

- Bondade e oração 7,1-12

Conclusão: a prática da lei 7,13-29

Os capítulos 5 a 7 de Mateus se apresentam como composição literária semítica (formada pela presença da mesma expressão ou de duas locuções semelhantes no inicio e no fim do texto incluindo assim o tema central que em nosso texto é o reino dos Céus) e compõem uma seção de ensinamentos de Jesus no Monte. Assim como Moises subiu o monte Sinai, onde recebeu a Torah, Jesus, o novo Moises também sobre um monte, doa ao povo a lei do Evangelho. Para Mateus, nesses ensinamentos, Jesus profere lições de conduta espiritual e moral, ditando os princípios que normatizam e orientam a verdadeira vida cristã. Estes discursos podem ser considerados como um resumo dos ensinamentos de Jesus a respeito do Reino de Deus, do acesso ao Reino e da transformação que esse Reino produz. Segundo o teólogo John Stott, a essência do Sermão da Montanha foi o apelo de Cristo aos seus seguidores para serem diferentes de todos os demais (Mt 6,8a). O Sermão da Montanha é, portanto, o comportamento do cristão em oposição ao dos seus contemporâneos judeus. Encontra-se exposto em Mt 5, 20: “Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e fariseus, não entrareis no Reino dos Céus”. Aparentemente parece existir uma certa igualdade entre esses dois grupos, no entanto, os escribas são mestres da lei enquanto os fariseus são leigos piedosos, comerciantes, operários, artesões, etc. Mt 5, 20 aponta três tipos de justiça, isto é, a justiça dos mestres (Mt 5, 21-48), dos leigos piedosos (Mt 6, 1-18) e dos seus discípulos (Mt 6, 19-7, 27).

3 - Critica literária

Os macarismos ou bem-aventuranças abrem o discurso da montanha e contem a síntese da doutrina cristã que formam um conjunto de 8 bem-aventuranças + 1. As oito bem-aventuranças compõem duas estrofes e juntas formam uma inclusão temática fechada pela expressão: reino de dos Céus, no final da primeira e da oitava bem-aventurança. Segundo o consenso da maioria dos estudiosos a nona bem aventurança do versículo 11 é uma ajunta e provavelmente faz parte de outro discurso, esta não entra na estrutura e formação das oito, passa da terceira pessoa a segunda pessoa do plural e parece preparar e ligar bem a perícope seguinte sobre o sal da terra e luz do mundo construída também na segunda pessoa do plural. A primeira e a oitava consistem na felicidade e esforço pelo reino dos Céus. A segunda, a terceira e a quarta da primeira estrofe buscam assegurar uma plena independência ao homem, enquanto a quinta, sexta e sétima apontam a dependência do homem a Deus. A primeira parte de cada proposição inicia com um macarismo, sempre na terceira pessoa do plural; já a segunda parte de cada proposição, indica a motivação das bem-aventuranças o porque... os grupos evocados são bem-aventurados. Enquanto os primeiros macarismos estão centrados na temática da pobreza evangélica ou pobreza no espirito própria dos discípulos, dos humildes, mansos e aflitos que anseiam pela justiça do Reino; os últimos macarismos giram em torno do argumento de bondade de coração caracterizada pela misericórdia, empenho pela paz e pureza de coração dos que anseiam pela justiça do Reino. 

4 - Mensagem teológica das bem-aventuranças

O termo "bem-aventurança" é sinônimo de felicidade suprema e realização de si que a pessoa obtém quando vem alcançada pela ação de Deus que se manifesta no evangelho, através da pessoa e missão de Jesus: “Bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, o os vossos ouvidos, porque ouvem. Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não o viram, e ouvir o que ouvis e não ouviram "(Mt 13,16-17). As Bem-aventuranças são o anúncio da verdadeira felicidade, porque proclamam a verdadeira e plena libertação, e não o conformismo ou a alienação. Jesus declara quem são as pessoas verdadeiramente felizes (os pobres, os humildes, misericordiosos, aqueles que vivem as exigências do reino, que sofrem perseguições por causa do reino de Deus), contrapondo às máximas do mundo que proclama felizes os ricos, os dominadores, os potentes... interpretando uma das visões do Primeiro Testamento onde o bem-estar temporal, a riqueza eram considerados sinais de benção do Senhor, enquanto a pobreza era vista como uma desgraça e uma consequência da maldade de Deus pela infidelidade à aliança (cf. Dt 28,1-46; Eclo 31, 8.11). Embora essa não fosse a única visão do Primeiro Testamento, pois os profetas e sábios de Israel não se cansaram de proclamar abençoados e benditos sobretudo aqueles que confiam no Senhor e esperam Nele meditando sua palavra dia e noite (Jer 17,7ss; Sl 1,1ss; 40,5; 112,1; 119,1ss ecc.).

Mt 5, 11s mostra que as bem-aventuranças não se referem exclusivamente à recompensa futura, mas contém o elemento de felicidade, a alegria já presente como sentimento de adesão ao cristianismo, da salvação já adquirida ao ponto de suportar quaisquer provações (Tg 1, 12), isto podemos perceber na presença dos verbo “SER” no presente (3b e 10b) e dos verbos no futuro nos demais macarismos. Para Mateus, o reino dos Céus não é apenas uma realidade futura dos eleitos depois da morte e juízo final (cf. 5,19; 7,21; 8,11; 25,34), mas é também um evento de salvação que se aproxima e é inaugurado com a presença e pregação de Jesus de Nazaré (cf. 3,2; 4,17; 10,7) e caracterizado como “Evangelho do Reino” (4,23), ou seja, o reino de Deus é uma realidade escatológica, isto é, Cristo veio para proclamar e instaurar sobre a terra o reino do Pai, para preparar os homens e suas entradas no reino de Deus após a morte, e ao mesmo tempo, fazendo pregustar já em antecipação nesta terra o valor da felicidade eterna, pois Deus quer a felicidade do homem “assim na terra como no céu” (Mt 6, 10b). As bem-aventuranças nos ensinam o fim último ao qual Deus nos chama: o Reino, a visão de Deus, a participação na natureza divina, a vida eterna, a filiação divina, o repouso em Deus (CIC, n. 1726).

II - Dito isto, aprofundaremos a quinta bem-aventurança:

Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia como tema do nosso IV – Theotokos.

1 – Fundamentos bíblicos do termo misericórdia.

Na linguagem bíblica, misericórdia tem um significado muito rico que vai além da noção de uma simples ação compassiva. Na língua hebraica, o primeiro termo a considerar é rèhem, substantivo masculino singular que originalmente indica o útero, o lugar de onde vem à vida. O mesmo substantivo no plural rahamîm designa propriamente os intestinos que num sentido figurativo é usado para expressar o afeiçoamento instintivo de um ser pelo outro. Na antropologia semítica, esse sentimento íntimo e profundo de amor e compaixão está localizado nas entranhas, no útero materno. Assim, entendemos que o arquétipo da misericórdia é o instinto maternal. Podemos conferir Is 49,15 como Deus se dirige para a cidade de Jerusalém: Porventura pode uma mulher esquecer-se da sua criancinha de peito? Não se compadecerá ela do filho do seu ventre? Ainda que as mulheres se esquecessem, eu não me esqueceria de ti. 

O segundo termo com o qual o Primeiro Testamento indica misericórdia é hesed (e derivados). Embora seu significado básico seja o de bondade, que pode ser traduzido como misericórdia, compaixão ou solidariedade. De acordo com o teólogo jesuíta francês Xavier Léon-Dufour, o substantivo “hesed" em si, designa piedade, sentimento que une dois seres e implica fidelidade. Por essa razão, a misericórdia recebe uma base sólida: não é apenas o eco de um instinto de bondade, que pode ser enganado quanto ao seu objeto e sua natureza, mas um bem consciente, desejado; responde a um direito interno, a lealdade a si mesmo.

Quanto aos termos gregos, o Novo Testamento adota a linguagem da Septuaginta, que basicamente reflete os conceitos originais hebraicos. O mais frequente termo grego é èleos (Mt 9,13; 12,7; Hb 4,16; 1Pd 3,2), que pode ser traduzido como: compaixão, misericórdia, bondade, punição ou piedade. A ele, segue o substantivo oiktirmòs (Rm 12,1; 2Cor 1,3; Fil 2,1; Col3,12), de uso mais limitado, que enfatiza o aspecto externo, aparente de compaixão, enquanto se traduz em dor, luto e piedade. São relatados, por fim, o substantivo splànchna, que literalmente equivale ao hebraico rahamim - entranhas, interiores – e o verbo splankhinízomai (sentir comoção, ter misericórdia, sentir compaixão Mt 20,34; Mc 1,41), que no Evangelho, além das parábolas de misericórdia em Lucas, é usado para descrever a reação de Jesus diante da doença e do sofrimento dos outros.

2 - Felizes os misericordiosos

Os membros do reino de Deus devem ser magnânimos, prontos ao perdão, essa é a vontade de Jesus. Os discípulos não podem vingar-se das ofensas recebidas (5,38-42), mas devem amar até mesmo os inimigos, exigências para os filhos do Pai celeste (5,44-48). Se confrontarmos Mt 5,48 e Lc 6,36 encontramos  em Mateus a perfeição de Deus como modelo aos discípulos, enquanto na versão de Lucas  é a misericórdia de Deus o paradigma perfeito a ser seguido e testemunhado. O cristão pode pedir com eficácia o perdão dos próprios pecados, se o mesmo for disposto a usar misericórdia pelas ofensas recebidas (Mt 6, 12.14s), a parábola do devedor implacável (Mt18,23-34) ilustra de modo eloquente a necessidade de praticar a misericórdia ao próximo. Os vv. 6,14 e 18,35 apresentam-se como duas variações do quinto macarismo, mostram “o passivo divino” de Mt 5,7 quando especificam que é Deus quem perdoa. Nos três versículos encontramos um duplo elemento em cada sentença: a misericórdia praticada pelo homem e o perdão divino como consequência do comportamento misericordioso do discípulo. A misericórdia de Deus é revelada em todo seu esplendor na figura de Jesus de Nazaré. "Imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação" (Col 1,15), Jesus é o rosto da misericórdia divina. Suas palavras, mas acima de tudo a sua vida e suas obras dão testemunho. De fato, durante a sua vida pública Jesus sempre demonstrou grande preocupação com aqueles que sofrem de qualquer aflição. Sensível a qualquer forma ou expressão de dor, escuta, protege, cura e perdoa a todos. Jesus se revela como médico do corpo, mas, sobretudo das almas (Mc 2,17; Lc 5,31), profundamente comovido diante da miséria e sofrimento humano: Lc, 7,13. 36-50; Mt 20,34; Mc 1,41; Mt 9,36; 14,14; 15,32; Mc 6,34; 8,2). Isto é demonstrado por sua atitude compassiva e misericordiosa com os pecadores, que encontram nele um amigo que come e bebe junto (Lc 7,34), que está sempre disposto a chamar e sentar com eles (Lc 5,27.30; 15,1; 19,5 a 7) A atitude de Jesus Misericordioso é profundamente humana e libertadora: de um lado quebra tabus, fronteiras, desmonta preconceitos, relativiza a lei, desmascara a injustiça; por outro lado, gera proximidade, relacionamento, o diálogo, a intimidade e promove autêntico encontro interpessoal. O encontro com Jesus é sempre um ponto de partida, uma janela aberta para o futuro, um estímulo de esperança, um olhar de misericórdia.

III - Mensagem contextual

As bem-aventuranças traçam a imagem de Cristo e descrevem sua caridade; exprimem a vocação dos fiéis associados à glória de sua Paixão e Ressurreição; iluminam as ações e atitudes características da vida cristã; são promessas paradoxais que sustentam a esperança nas tribulações; anunciam as bênçãos e recompensas já obscuramente adquiridas pelos discípulos; são iniciadas na vida da Virgem Maria e de todos os santos (CIC n. 1717). Portanto aprofundar o tema da misericórdia no IV Theotokos é poder perceber a íntima relação entre Maria Santíssima, o mistério da misericórdia divina, o modelo de misericórdia revelado em Cristo e a prática da misericórdia dos discípulos e da tradição da Igreja. Maria está desde a sua concepção envolta na misericórdia infinita do Pai, pelo Filho e no Espírito. O Papa São João Paulo II destacara na sua Encíclica Dives in misericórdia (Deus rico em Misericórdia) que Maria é a “pessoa que conhece mais a fundo o mistério da misericórdia divina, pois, ela de modo particular e excepcional, como ninguém mais, experimentou a misericórdia e, também de modo excepcional, tornou possível com o sacrifício do coração a sua participação na revelação da misericórdia divina.” (n. 9). O Catecismo da Igreja Católica diz que ao rezar na Ave-Maria: “rogai por nós, pecadores”, estamos recorrendo à “Mãe da misericórdia” (n. 2677). Maria é a mãe que gerou a misericórdia divina encarnada – graça extraordinária que coloca a jovem Maria, a partir da Encarnação do Filho de Deus, numa relação inimaginável de intimidade com o próprio “Pai das misericórdias” (2Cor 1,3). A partir do seu “eis-me aqui” e o seu “faça-se”, a misericórdia divina se faz carne e entra na história! Maria é a profetisa que exalta a misericórdia de Deus, pois no seu cântico o “Magnificat” por duas vezes, unida ao Filho do Altíssimo e ao seu Espírito, ela louva ao Pai misericordioso: “a sua misericórdia se estende de geração em geração sobre aqueles que o temem”; “socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia” (Lc1,50.54).

IV – Conclusão e Mensagem Pastoral

Todos nós somos chamados a aprender com o testemunho e a pedagogia da misericórdia de Jesus, a sermos misericordiosos como o Pai. Em nossos dias, o Papa Francisco não se cansa de chamar a igreja, os cristãos, o mundo à fazer parte da escola da misericórdia e diz:“Ter um coração misericordioso não significa ter um coração débil. Quem deseja ser misericordioso necessita de um coração forte, firme, fechado ao tentador, mas aberto a Deus”. Caríssimos irmãos e irmãs é missão de todos nós, Deus chama e quer ouvi a nossa voz! Testemunhar a misericórdia é comprometer-se, afirmar com fé e obras que a missão continua, ainda quando é difícil, quando esse testemunho custa uma vida e mesmo quando descobrimos o que Deus disse a Moisés: "Terei misericórdia de quem eu quiser ter misericórdia e terei compaixão de quem eu quiser ter compaixão". (Romanos 9,15 ; Ex 33, 19b). Portanto, como gesto concreto do IV Theotokos, acolhamos as obras de misericórdia espirituais e corporais com alegria de sermos discípulos missionários de Cristo.

As obras de misericórdia são as ações caridosas pelas quais vamos em ajuda do nosso próximo, nas suas necessidades corporais e espirituais. Instruir, aconselhar, consolar, confortar, são obras de misericórdia espirituais, como perdoar e suportar com paciência (e orar a Deus pelos vivos e pelos mortos). As obras de misericórdia corporais consistem, sobretudo, em dar de comer a quem tem fome, dar de beber a quem tem sede, dar moradia aos desabrigados, vestir os nus, visitar os doentes e os presos, sepultar os mortos. Entre todos estes gestos, a esmola dada aos pobres é um dos principais testemunhos da caridade fraterna. É também uma prática de justiça que agrada a Deus (Lc 3,11; 11,41; Tg 2, 15-16 / CIC n.2447). Mateus apresenta Jesus como modelo e graça para as obras de misericórdia (Mt, 25, 31-46); e a Eucaristia como fonte perene da misericórdia de Cristo na Igreja, pois Mateus é o único evangelista que acrescenta o detalhe que o sangue eucarístico é para remissão dos pecados (Mt 26,27-28). Portanto, o reino dos Céus pertence aos discípulos (batizados) que vivem o Espírito das bem-aventuranças (5,3ss), testemunhando o Messias com a força do Espirito Santo (Lc 24, 44-49).

Possíveis perguntas para uma atividade em grupo

De onde vem a felicidade do cristão? O que são as bem-aventuranças? Quem possuirá e entrará no reino dos céus? Quantas e quais são as obras de misericórdia corporais? Quantas e quais são as obras de misericórdia espirituais? Qual o evangelista que especifica que o sangue eucarístico é para remissão dos pecados?

Glossário/Vocabulário:

Escatologia: vem do grego eschatos que significa último, fim. Doutrina das coisas que devem acontecer no fim do mundo. Doutrina teológica que trata do destino final do homem e do mundo; pode apresentar-se em discurso profético ou em contexto apocalíptico.

Macarismo: Esta palavra vem do grego makários que significa, abençoado, feliz, bem-aventurado. É um género literário muito usado, tanto na Bíblia hebraica como no Novo Testamento.

Perícope: é um trecho, pequeno ou longo, retirado de um texto e que tem sentido completo. O Dicionário Houaiss define-a como "trecho de um livro utilizado para transcrição ou para outras finalidades", e também por "passagem da Bíblia utilizada para leitura durante culto ou sermão".

Septuaginta: Conhecida também como Setenta (LXX) é a mais importante e antiga tradução grega da Bíblia Hebraica datada entre o sec. III e I a. C.

Torah: é um vocábulo hebraico que significa ensinamento ou lei. É o termo clássico para indicar os 5 primeiros livros da Bíblia, também conhecidos com o nome grego de Pentateuco. O judaísmo usa esse termo para indicar todo o ensinamento e toda a Lei judaica, seja escrita que oral. Às vezes, para serem exatos, usam a expressão "Torah escrita" (Torah shekibtav) e "Torah oral" (Torah shebehalpeh).

Primeiro Testamento = Antigo Testamento

CIC – Catecismo da Igreja Católica

 

Pe. Rozivaldo Freitas Moraes

(Mestrando em Teologia Bíblica na Universidade Gregoriana –Roma - 04/05/2016)

Bibliografia

CROCETTI GUISEPPE, Misericordiosi come il padre, Centro Eucaristico,  Ponteranica 2015.

DI NURIA CALDUCH-BENAGES, «Dalla tenerezza di Dio nell’Antico Testamento agli episodi del Vangelo in cui Gesù abbraccia e perdona i peccatori», (2015).

EBNER, M., SCHREIBER, S.(edd.), Introduzione al Nuovo Testamento, Brescia 2012.

PANIMOLLE, S.A., Il discorso della montagna (Mt 5-7) : esegesi e vita, Fame e sete della     Parola 005, Milano 1986.

PIERRE LENHARDT, «La misericordia nella tradizione D`Israele.».

RUSCONI, C., Vocabolario del greco del Nuovo Testamento, Bologna 1996.

Biblia de Jerusalem, São Paulo 2002.

Biblia Hebraica Stuttgartensia (K. Elliger-W. Rudolph, ed.) (Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft,1997).

Catecismo da Igreja Catolica, São Paulo 2000.

NESTLE-ALAND, Novum Testamentum Graece, ed. 28, 2012.