Reflexão Diária
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A amizade de Jesus por Marta, Maria e Lázaro.

Fiquei maravilhada com aquilo que o Senhor falou para mim, nesta tarde e durante a noite. Ele me mostrou o valor de uma amizade. E mais ainda, da necessidade que temos de tê-las.
Um texto bíblico, em especial, chamou-me a atenção: “João 11,5“Jesus tinha muito amor a Marta, a sua irmã Maria e a Lázaro.
Vejam que não é pouco amor, a palavra diz que é muito amor. Daí percebi que é o que está nos faltando. Pois o nosso amor está condicionado a cobrança, a troca e não num amor puro como o de Jesus e daqueles três irmãos.
Há hoje, uma carência, uma necessidade de retribuição, que ao invés de unir tem destruído os relacionamentos, pois o amor como diz Francisco de Assis não é mais amado.Não temos amado de forma correta, sem nenhum interesse e isso faz-nos sofrer, pois ao invés de termos relacionamentos livres, temos aprisionado aqueles que estão à nossa volta.
Lamento muito, por só agora, estar tomando consciência disso. Quantas boas amizades poderia ter preservado, poderia ter alimentado na minha vida, mas não amei da forma correta e vice versa na maioria das situações.
O importante, é tomar consciência e mudar a partir de agora. Amar, acolher, aproveitando os raros momentos. Pode até passar anos sem se verem, mas quando isso ocorrer, que seja edificante.
Voltando ao texto, podemos verificar que nele retrata a morte de Lázaro. E o bonito é a atitude de Marta e Maria que não condenaram Jesus por não ter feito nada para que Lázaro sarasse. Ele que havia curado tantos. E sequer estava no momento que mais precisavam mesmo tendo mandado avisá-lo.
Marta, quando soube que Jesus havia chegado de uma viagem, foi logo ao encontro dele. Nós ao contrário, quando um amigo não faz o que nós queremos a nossa tendência é jogar isso na cara dele ou ignorar essa pessoa.
Dá para perceber a amizade sadia entre eles. Marta sabia muito bem quem era Jesus e ele por sua vez conhecia muito bem Marta. Ali há uma reciprocidade, um respeito mútuo.
Nós não conhecemos aqueles que dizemos “ser amigos”, não sabemos respeitar sua individualidade, seu jeito de ser, seu jeito de agir e muito menos o “seu silêncio”, o seu “distanciamento”.
Marta aceitou Jesus e o acolheu, mesmo não tendo feito a sua vontade, que era a que Ele estivesse lá quando Lázaro ainda vivia e estava doente.
Aceitar Jesus, significa aceitar a sua palavra e praticá-la. Não temos tido a amizade sincera com Jesus, pois a palavra queremos aceitar em parte, desprezando os sofrimentos.
Não aceitamos a discriminação, o julgamento, a frieza, a indiferença, as provações, as tentações, etc.
Então, não somos amigos de Jesus como deveríamos. Não vou generalizar, óbvio que há exceções, são raras, mas existem.
Não temos aceitado os nossos amigos, como Marta e Maria. Há muitas incompreensões, desavenças e falhas.
Quando Marta encontrou com Jesus, foi logo chamar Maria, que estava sentada, triste e disse baixinho para ela que o mestre a estava chamando.
Ela levantou-se depressa e foi ao encontro dele chorando e caiu de joelhos diante dele. Jesus ficou comovido.
Maria não cobrou nada de Jesus. Não o recriminou, não o julgou, não disse isso ou aquilo para jogar toda a sua dor em Jesus.
Não, ela não fez isso. Simplesmente chorou e caiu de joelhos diante dele. Veja que ela não se colocou de joelhos, mas caiu de Joelhos, tamanha era a sua dor.
Jesus ficou comovido. Quantas vezes temos amigos, que no momento de dor precisam de nós e nós deixamos eles de lado. O nosso orgulho não nos permite aproximar. Pois queremos saber no relacionamento de amizade quem é o culpado ou o inocente. E sempre culpamos o outro, não reconhecendo nossas falhas.
Maria não culpou Jesus, ela se humilhou diante diante de Jesus, daquele amigo querido.
Vejo, meus irmãos, que uma das coisas que falta nos relacionamentos de amizade é a humildade. É ir ao encontro do outro. Não importa se tem ou não culpado, o que importa é cultivar o amor.
Jesus teve lágrimas ao ver Lázaro morto e o ressuscitou. Ao ressuscitar Lázaro, mostrou que para Deus nada é impossível.
Jesus também nos mostra com essa palavra que é possível, ressuscitar amizades que foram enterradas, porque Jesus não estava entre essas amizades.
Qualquer amizade para se tornar verdadeira, é preciso que seja colocado entre elas Jesus.
Mais adiante, no texto, diz que seis dias antes da páscoa, Jesus foi a Betânia, onde morava Lázaro e que ofereceram a ele um jantar.
Marta servia, e Lázaro estava à mesa com ele, enquanto Maria pegou meio litro de perfume muito caro, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os cabelos. A casa inteira encheu-se do aroma de perfume.
Três pessoas diferentes, porém, as três são amigas de Jesus. Ali não havia ciúmes, não havia inveja, não havia quem era maior ou menor. Ali havia respeito mútuo. Tanto que um foi comer com Jesus, a outra foi servir e Maria foi glorificar(elogiar), o amigo.
Já não vos chamo servos, mas amigos, porque o amigo diz tudo. Tem intimidade. O amigo acolhe, aceita, respeita.
Portanto, percebemos que Jesus realmente tinha muito amor por Lázaro, Marta e Maria, tanto é verdade, que foi jantar na casa deles, seis dias antes da páscoa.
Que Deus nos conceda a graça de compreendermos o valor das amizades e mais ainda de perceber aonde é que falhamos com nossos amigos e ter a humildade de reconhecer essas falhas e tentar aproximar deles, respeitando os seus limites, ressuscitando relacionamentos verdadeiros que se foram por falta de trabalhar os nossos afetos, de escutar verdadeiramente o Senhor.
 
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Por: Augusta Moreira dos Santos