Palavra do Pastor
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Fundo de Solidariedade para os Seminaristas

Brasília, 13 de julho de 2012

SG – C – 0683/12

 

 

IGREJA SOLIDÁRIA

PROJETO COMUNHÃO E PARTILHA

 “Entre eles, ninguém passava necessidade”(At 4,34)

 

Prezado irmão no Episcopado,

O Conselho Permanente da nossa Conferência Episcopal, CNBB, reunido em Brasília de 20 a 22 de junho de 2012, após analisar as sugestões para a operacionalização do PROJETO COMUNHÃO E PARTILHA, aprovado, por unanimidade, na 50ª Assembleia Geral, aos 23 de abril de 2012, encaminhou, a pedido da Comissão nomeada pela presidência, as seguintes orientações:

  1. O PROJETO COMUNHÃO E PARTILHA consiste na criação de um fundo de solidariedade com a finalidade de subsidiar a manutenção dos seminaristas estudantes de filosofia e teologia, acolhidos em seminários/casas de formação, no Brasil, e pertencentes a Dioceses e Prelazias que não têm recursos para fazerem frente ao necessário investimento na formação de seus futuros ministros ordenados;

OBS: As Dioceses e Prelazias que não têm recursos estão assim identificadas:

  • GRUPO A: com renda mensal até R$ 10.000,00
  • GRUPO B: com renda mensal acima de R$ 10.000,00 e abaixo de R$ 20.000,00
  •  Inicialmente será atendido o GRUPO A, até que o recurso permita atender ao Grupo B.
  1. O FUNDO DE SOLIDARIEDADE será constituído pela oferta de 01% (um por cento) da renda ordinária fixa por parte de todas as Arquidioceses, Dioceses e Prelazias;

OBS: Por renda ordinária fixa entenda-se a receita recebida mensalmente das paróquias, dos     santuários, dos alugueis e de outras entradas, à exceção dos projetos e das campanhas com finalidade específica.

  1. A oferta seja depositada até o dia 30 do mês subsequente, a começar no mês de Julho de 2012, em conta própria, através do boleto bancário enviado pelo economato da CNBB. (O depósito referente a julho, por exemplo, seja depositado até 30 de agosto e assim sucessivamente);
  1. À Comissão caberá:
  • Administrar e supervisionar o fundo de solidariedade;
  • Enviar mensalmente o boleto bancário às arquidioceses, dioceses e prelazias, através do economato da CNBB;
  • Repassar, através do economato da CNBB, ao seminário/casa de formação, até o dia 10 (dez) dos meses de março a dezembro, o valor de 2 (dois) salários mínimos, em benefício de cada seminarista pertencente às dioceses e prelazias do Grupo A; e, os recursos permtindo, o valor de 75% (setenta e cinco por cento) de 2 (dois) salários mínimos, em benefício de cada seminarista pertencente às dioceses do Grupo B;
  1. À diocese beneficiada caberá:
  • Informar ao economato da CNBB nome do seminarista, nome e dados bancários do seminário/casa de formação ou da instituição responsável;
  • Enviar ao economato da CNBB, até 31 de janeiro de cada ano, o relatório sobre a ajuda recebida e sua aplicação, para compor o relatório global a ser apresentado na Assembleia Geral;
  • Informar ao economato da CNBB o nome dos beneficiados que se ordenaram;

OBS: O Economato, por sua vez, repassará todos os dados à Comissão.

  1. Ao seminário/casa de formação ou instituição responsável caberá comunicar imediatamente ao economato da CNBB o desligamento do seminarista beneficiado;
  1. O PROJETO COMUNHÃO E PARTILHA, a contar de julho de 2012, terá duração de 5 (cinco) anos, quando será submetido à avaliação pela Assembleia Geral da CNBB.
  1. Casos omissos serão encaminhados pela Comissão Comunhão e Partilha, constituída pelos Senhores Bispos Dom Alfredo Schaffler – Presidente, Dom Antonino Migliore e Dom José Valmor César Teixeira.

                  “A união colegial manifesta-se também nas relações mútuas de cada bispo com as Igrejas particulares e com a Igreja universal... Os Bispos devem, pois, com todas as suas forças, prover as missões, quer de operários para a messe, quer de socorros espirituais e materiais, ou diretamente por si ou suscitando a cooperação pronta dos fieis. Finalmente, nesta comunhão universal de caridade, os bispos prestem, de boa vontade, ajuda fraterna às outras Igrejas, especialmente às mais próximas e às mais pobres, seguindo o exemplo venerando da Antiguidade” (LG. 23).

          

Em Jesus Cristo Nosso Senhor,

Leonardo Ulrich Steiner

Bispo Auxiliar de Brasília

Secretário Geral da CNBB