Maria e o Ano do Laicato « Diocese de Viana

Artigos › 05/06/2018

Maria e o Ano do Laicato

A Igreja no Brasil realiza “anos temáticos” com o intuito de aguçar a reflexão dos cristãos para um compromisso maior com seu batismo. É o caso de 2018 com o Ano do Laicato, com um conteúdo programado para incentivar o leigo e a leiga na sua tarefa de serem sal e luz do mundo. As trevas não podem abafar a luz, principalmente por saber que a luz é a Pessoa de Jesus Cristo.

Entre os leigos na Igreja damos evidência para a pessoa de Maria, Mãe de Jesus e nossa mãe. Sua postura revela testemunho de autenticidade, de vida pura e apaixonada pelo Filho, agindo como sal e luz na cultura de seu tempo. Assim Maria se apresenta como modelo para a vida dos leigos e das leigas dos dias de hoje. Sua postura foi de mãe amorosa e acolhedora de todos os seus filhos.

Falar de leigos e de leigas nos dias de hoje é falar de uma Igreja com prática de estar “em saída”, que vai ao encontro das pessoas em suas residências e locais de convivência. Esse foi o papel de Maria, com a tarefa de acompanhar seu Filho Jesus nas atividades de encontro com as pessoas. Esse é também o objetivo do Ano do Laicato, como se pode ver no enunciado seguinte.

O Ano do Laicato tem como objetivo geral: “Como Igreja, Povo de Deus, celebrar a presença e a organização dos cristãos leigos e das leigas no Brasil; aprofundar a sua identidade, vocação, espiritualidade e missão; e testemunhar Jesus Cristo e seu Reino na sociedade”. Portanto, é uma vocação herdada do Sacramento do Batismo como proposta de construção do Reino de Deus.

Maria foi a primeira discípula no seguimento de Jesus Cristo. Por isso ela é modelo para todos os leigos e as leigas na tarefa da evangelização. Foi servir a velha prima Isabel que necessitava de ajuda nas lidas domésticas. No momento certo apresentou Jesus no templo, exercendo sua missão de mãe e missionária. Ela socorre os noivos nas Bodas de Caná. Foi presença na vida da comunidade.

Olhando para Maria os leigos e as leigas têm inspiração para uma ação missionária com muita fertilidade. Ela foi exemplo de um bom cristão, de espalhar luz e sal na terra e de conduzir as pessoas para o encontro pessoal com Jesus Cristo. Foi modelo para todas as pessoas batizadas, porque suas atitudes comprometem aqueles que a têm como mãe e exemplo no seguimento de Jesus.

Por Dom Paulo Mendes Peixoto – Arcebispo de Uberaba

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