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Artigos › 12/06/2020

Vocação: chamado de Deus, resposta da gente

Desde o início da minha vocação teve uma passagem bíblica dentre as muitas, que sempre me acompanhou, “fiel é aquEle cuja promessa esperamos” (Hb 10,23), essa afirmação me convencia que eu podia vacilar, cair, fracassar, ser infiel, mas o Senhor, Ele nunca, porque a fidelidade está na sua essência. Mesmo quando eu duvidava, lá no fundo do meu coração tinha algo que me dizia “Ele é fiel, Ele tem uma promessa para realizar na tua vida”, isso me enchia de esperança e me dava alento para avançar um pouco mais nas águas profundas da vocação.

Já se passaram alguns anos em que decidi dar um sim ao chamado do Senhor na minha vida. Ainda lembro do dia em que saí de casa rumo ao Seminário, das lagrimas de minha mãe cheias de bênçãos e esperanças para minha felicidade, assim como o silêncio fecundo de meu pai, naquele 15 de outubro de 2012. Desde aquele dia foram muitos os desafios, as tempestades, mas eu tinha uma certeza o Senhor é fiel, a partir dali, Ele se apresentou para mim além de fiel, como sendo misericórdia, e se eu tivesse que definir Deus durante o meu percurso seminarístico, misericórdia seria a palavra, porque eu vi a sua misericórdia agir na minha miserabilidade, tudo em vista de uma promessa.

Hoje me permito relar parte de minha história passada, e me encho de gratidão a Deus pela grandeza de sua graça que foi se revelando na minha pequenez, pequenez em todos os sentidos.

Durante meu processo formativo no seminário vive muitos desafios que poderiam me fazer desistir, como muitos desistiram, mas aqui estou, com a plena consciência que não é mérito só meu e de que “todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus” (Rm 8,28). Apesar dos inúmeros desafios, também foram muitos marcos positivos que me enriqueceram muito e me fizeram crescer na vocação ano após ano.

Os anos foram se passando e a cada dia eu renovava e ainda renovo minha esperança na certeza do cumprimento da promessa de Deus para minha vida, e que estava e está cada vez mais perto. De repente se passaram mais de sete anos e já sou diácono desde o dia 18 de março de 2020, para maior glória de Deus, para o serviço dEle e de sua Igreja, e logo logo, em um pouco mais de tempo serei sacerdote.

Tão longe já esteve e hoje está tão perto. Se me perguntassem o que eu sinto agora, além de alegria, eu diria medo e esperança, essas duas palavras sempre me acompanharam e me fizeram equilibrar as coisas na minha vida. O medo me deu motivos para buscar ser forte e corajoso, a esperança me deu razões para não desanimar. Aprendi que a esperança não é só esperar como muitos pensam, mas é esperançar, é fazer acontecer aquilo se espera.

Por fim, mediante tudo o que fora dito, acredito que a vocação é um ato de amor que nasce da liberdade. Na verdade estou convencido de que a vocação é uma via de mão dupla onde o amor e a liberdade se encontram. O amor e a liberdade de Deus que chama e a resposta de amor e liberdade do homem a Deus. Minha resposta livre nasceu do chamado de Deus para mim e do meu desejo em querer ser padre. EU QUERO SER PADRE.

 

Diác. Francinaldo Silva dos Santos.

 

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