Reflexão Diária
  • A+
  • a-

As tentações e as lideranças



Ao longo do Antigo Testamento, lemos que, quando os reis judeus serviam ao Senhor, havia prosperidade nos seus reinados. Quando,porém, começavam a abusar de sua posição, privilégios e poder, perdiam a liderança.

Somos do entendimento que Deus não nos tem chamado ao sucesso, mas sim, à fidelidade. A conseqüência de uma liderança fiel é que ele nos dará tarefas maiores.
Quando a gente encontra líderes que estão abusando do poder,  podemos estar seguros, de que não tem reverencia pelo Senhor, de que não amam as pessoas, e, que estão vivendo momentaneamente e não para a eternidade.
Temos que ter o Cuidado com  a tentação de achar que somos auto-suficientes e auto-independentes em nossos ministérios. Necessário é a cautela com o elogio, que pode até tornar-se uma tentação, ao invés de motivação.
Diz Santo Agostinho: "Os elogios não são maus. O mal é amar tantos os elogios dos homens que nos descuidemos por causa de da nossa própria consciência".
"O orgulho normalmente é ligado à vaidade que faz a pessoa chamar sobre si, de maneira incontrolada, a admiração dos demais e as homenagens quase sempre vazias, ilusórias e instáveis. Tais pessoas gostam de aparecer, se exibir, buscando os aplausos e as bajulações" (Prof. Felipe Aquino. Os Pecados e as Virtudes Capitais. 2ª edição. Editora Cléofas. São Paulo. 1999).
Em seu livro "As tentações do Músico", Martín Valverde nos dá uma idéia do perigo do estrelismo. Assim fala este autor e cantor latino: "É perigoso nos acostumarmos com as luzes dos refletores e esperar confiantes a aprovação das pessoas" e isso, meus amados, vale não só para o ministério de música mas para todos os demais.
Para vencer o inimigo é necessário conhecer as estratégias que ele utiliza. Em Gêneses 3 a Palavra menciona a inclusão do pecado na experiência humana. No versículo seis, a mulher identifica qualidades na árvore que será utilizada como justificativa para tomar do seu fruto, mesmo Deus tendo orientado o contrário. Narra o texto que a árvore era: 1) Boa para Comer; 2) Agradável aos olhos; 3) Desejável para dar o entendimento.

Quando da tentação no deserto (Lc 4:1-13), de forma semelhante ao que aconteceu no Éden, Jesus foi tentado pelo diabo, e em três áreas específicas, assim foi desenvolvido o drama da tentativa de leva-lo ao pecado.
Dá para notar que a estratégia usada anteriormente com sucesso, é repetida. Veja o desenvolvimento: 1) Mande que estas pedras se transformem em pães; 2) Mostrou-lhe os reinos do mundo; 3) Apresentação pública de poder.
O diabo na sua astúcia persistente em produzir ciladas para levar-nos a pecar, ele irá utilizar esse método.
A visão do líder precisa estar no Senhor todos os dias e se ela for distorcida dos propósitos de Deus será sempre uma porta aberta para a ação do maligno.
Utilizar da Palavra foi a arma de Jesus para vencer a tentação no deserto. No entanto,  não basta citar versículos da bíblia. Antes de ter a Palavra nos lábios, precisamos viver debaixo da autoridade da Palavra.
A Palavra de Deus só tem poder em nossos lábios quando estamos submissos a ela. São Paulo a identifica como “espada do Espírito”(Ef 6:17) capaz de atingir as mentiras que Satanás com sutileza lança contra nós.
Eva não resistiu à tentação porque não foi capaz de perceber a distorção que Satanás fez do que Deus lhe havia dito. Se quisermos resistir, precisamos nos envolver com a Palavra de Deus com profundidade e conhecer a sua verdade. Se temos de lidar com a tentação, precisamos aprender a dizer não ao diabo todas as vezes que ele bater à porta do nosso coração.
São Tiago  diz que a sujeição a Deus é o recurso para se resistir ao Diabo (Tg 4:7). Temos que perceber que Satanás não desiste facilmente, ele depois de tentar a Jesus, com “toda sorte de tentação, retirou-se dele até ocasião oportuna”(Lc 4:13). Ficamos firmes contra ele quando olhamos para Jesus Cristo.
Notemos que quando Pedro desviou seu olhar de Jesus, mesmo depois de andar sobre as águas, “começou a afundar”(Mt 14:30). Sem Jesus como nossa referência, não é possível resistir.

Somente nos sujeitando a Deus é que resistiremos ao diabo e venceremos as tentações.

Que Deus nos conceda essa graça.