Diocese de Viana

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Bispos

I BISPO DIOCESANO 

(1963 – 1967)

“Ofereço minha vida a Viana… só que Deus quer…”

No dia 7 de janeiro de 1919 nascia na pequena Artena, região do Lácio pertence à província de Roma, na Itália um menino que se chamaria Hamleto de Angelis. De família pobre criado sob intenso clima religioso, o garoto cresceu sonhando em se tornar um missionário de barbas compridas como aqueles que passavam por sua cidade.

Aos dez anos o pequeno Hamleto foi encaminhado por uma freira de caridade ao seminário dos missionários do sagrado coração a fim de iniciar o longo caminho de estudo e preparação para se tornar um padre.

Não foram poucas as dificuldades encontradas, pois segundo seu próprio testemunho o caminho era árduo e exigia renuncias.

Em plena segunda guerra mundial, no dia 18 de julho de 1943,ele recebeu a ordenação sacerdotal, em Roma, aos 24 anos de idade. É do punho do próprio Dom Hamleto, as palavras que seguem, relembrado o horror enfrentado no dia seguinte: ”impossível esquecer aquele 19 de julho 1943, dia de minha primeira missa, quando a cidade de Roma foi, durante três horas, impiedosamente bombardeada pelos aviões aliados semeando destruição e morte”.

Três anos depois, em março de 1946 , era chegado o momento de partir para trabalhar no Brasil, concretizando assim o sonho de infância de ser um missionário. A guerra havia terminado havia poucos meses e ele deixava, para trás o seu país e toda Europa em ruínas. Mas “a saudade de deixar a terra natal era suplantada pela alegria de uma nova pátria que vinha ser a minha terra por opção”, conforme diria Dom Hamleto em sua primeira Carta Pastoral, dirigida à população de Viana, quase 20 anos depois.

Em terras brasileiras, mas especificamente no Maranhão, o jovem religioso chegava para auxiliar sua Congregação que havia acabado de assumir a Prelazia de Pinheiro. E assim  se passaram  17 anos de trabalhos, dividido entre Turiaçu e,mais tarde, São Luís, onde foi pároco da igreja de Santana, até receber a comunicação de sua nomeação, pelo Papa João XXIII, como 1° bispo da Diocese de Viana.

Sagrado bispo em 14 de julho de 1963, aos 44 anos, Dom Hamleto de Angelis iniciou a preparação para aquela que seria sua última missão: velar pelas almas de uma nova Diocese imensa e populosa e de pouquíssimos operários para ajudá-lo na grande tarefa. Enquanto isso, em São Luís, dezenas de telegramas e cartas chegavam de Viana para lhe expressar a felicidade e as esperanças de um povo cristão carente de um novo líder.

Chegou o tão esperado dia. Naquela manhã de 04 de agosto de 1963 parecia que uma aura pairava sobre a população de esmagadora maioria católica. Praticamente nada abalara o fervor religioso do povo vianense que, duas décadas antes, havia impressionado de tal forma o arcebispo de São Luís, Dom Carlos Carmelo, que o fez sugerir ao Vaticano a criação de uma diocese em Viana.   A cidade inteira se preparava para aquele momento histórico e solene: praticamente todas as residências e casas comerciais haviam sido pintadas e durante mais de um mês varias equipes trabalharam incansavelmente na organização da recepção do seu primeiro bispo. Foi uma festa de genuína alegria cristã que jamais será esquecida por quantos a testemunharam.

Preocupando-se principalmente com a educação dos jovens vianenses e com a pobreza da população espalhada pelos campos, povoados e demais cidades da Diocese, Dom Hamleto arregaçou as mangas para enfrentar os novos desafios. Eram tempos difíceis. Não havia telefones nem estradas permanentes ligando as paróquias tornando as viagens demoradas e cansativas. Mesmo com a saúde debilitada, pois desde Turiaçu sentira os primeiros sintomas da terrível doença que lhe roubaria a vida, ele percorreu todos os cantos da Diocese, alcançando até as ovelhas mais dispersas do imenso rebanho.

Após acatar a decisão do Conselho Paroquial de Viana que elegeu a criação do normal como prioridade de numero um para cidade, Dom Hamleto de Angelis buscou ajuda financeira no exterior, inclusive na Itália, para custear a fundação da Escola Normal N. S. da Conceição (Atual Centro de Ensino Médio – Nossa Senhora da Conceição). Seu objetivo era ampliar a perspectiva de formação da juventude local, visto que naquela época Viana contava apenas com quatro escolas do ensino primário e o então recém-fundado Ginásio Professor Antônio Lopes. O religioso almejava também formar professores cristãos que pudessem atuar como apóstolos tanto em sala de aula como no seio de toda coletividade.

Com a saúde seriamente comprometida em pouco mais de três anos de trabalhos e peregrinações, o bispo precisou retornar à Itália em busca de melhor tratamento para leucemia já diagnosticada pelos médicos.  Não mais retornaria para pastorear seu rebanho, falecendo, em Roma, no dia 25 de fevereiro de 1967, aos 48 anos de idade.

Em seu leito de morte, depois de abençoar a Escola N. S. da Conceição através de uma fotografia, pronunciou suas ultimas palavras: “Ofereço minha vida a Viana… só que Deus quer…”

II BISPO DIOCESANO

(1969 – 1975)

Nasceu em Quixeramobim – CE, em 24 de julho de 1912. Seus pais foram: Francisco Cordeiro Campos e Belarmina Gomes Campos.

Irmãos: Padre Gerardo José Campos, Irmã Hilza Campos e Irmã Zilma Campos (salesianas), Irmã Inês Campos (Filha da Caridade), José Nanges e Raimundo Felinto Campos. Foi batizado em Itatira, em 08 de setembro de 1912.

Ordenação Sacerdotal, no Seminário da Prainha, em 05 de dezembro de 1937.

Funções exercidas:

Vigário de: Mucuripe, Senador Pompeu, Pedra Branca, Minerolândia, Navegantes, Pirambu (dez anos) e Mondubim.

Cooperador de: Redenção e Carmo.

Capelão de: Hospital Psiquiátrico Instituto Beneficente São José, Casa de Saúde São Gerardo e Patronato de Cascavel.

Diretor de: Ensino de Religião, Apostolado da Oração (Setor Diocesano) e cruzadas Eucarísticas.

Assistente Eclesiástico: Jornal “O Nordeste”, Juventude Masculina Católica e Federação dos Círculos Operários.

Professor: no Seminário.

Pastoral: Ministro Hierárquico da Arquidiocese de Fortaleza.

Padre Hélio Campos foi o vigário substituto durante a doença de Padre Lino Aderaldo, em Senador Pompeu-CE.

Nasceu precisamente em Serra do Machado (em Quixeramobim).  Era de família pobre. Seu pai era operário da estrada de ferro. Demorou pouco em Senador Pompeu: remodelou o altar construído. Era um padre muito dinâmico e querido. Também criou uma Associação chamada SPA – “Sacrifício Por Amor”, de crianças.

Organizou retiro para homens, para moças.

De 1944 a 1947 foi o seu paroquiato em Pedra Branca, antes de ser chamado em Fortaleza, como Vigário de Pirambu. Aqui era muito dedicado aos pobres e à juventude. Tinha um dinamismo incrível na promoção social.

Sagração Episcopal, no Seminário da Prainha em 06 de julho de 1969

Posse na Diocese de Viana, como segundo bispo da diocese, em 03 de agosto de 1969. Dom Francisco Hélio Campos faleceu dia 30 de janeiro de 1975, poucos dias após o falecimento de sua mãe. Foi vítima de câncer no estômago, mal que padecia há mais de 04 meses. Dom Hélio Campos foi quem libertou o Pirambu, um bairro proletário de 40.000 habitantes existente em Fortaleza, do analfabetismo, prostituição e de doenças. De 1959 a 1969 realizou um trabalho de ajuda aos habitantes do bairro praticamente sem ajuda oficial e somente com a do Vaticano, Arquidiocese de Fortaleza e particulares. Devido a este trabalho heróico, foi objeto de reportagem do “Time”, “Le Monde”, “Paris Match” e outros jornais europeus. Antes de morrer, foi com um médico, uma enfermeira e pessoas de sua família rezar a última missa do galo na sua Diocese. Lá, fez um sermão, pedindo aos lavradores que se unissem pela sua própria libertação. Disse que aquele era seu último sermão e encontro com seu rebanho, pois sabia que ia morrer e disso estava avisado pelo médico. Queria apenas orações, pois ele estava preparado e aceitando os desígnios de Deus. Na manhã do dia 30 de janeiro, centenas de religiosos, padres, freiras e católicos de um modo geral, compareceram à casa da Rua Eduardo Bezerra, em Fortaleza, onde seu corpo estava sendo velado. De lá o ataúde foi para a Sé Catedral, donde seguiu em avião especial para Viana, onde foi sepultado na Catedral daquela cidade.

Fonte:

Pesquisa diácono Ferdnando Costa

Pastoral da Comunicação Diocese de Viana

III BISPO DIOCESANO

(1975 – 1994)

Adalberto Paulo da Silva, OFM Cap, maranhense de Sambaíba – MA, chegou em Viana na tarde de 02 de agosto de 1975. Recebeu a ordenação episcopal na Catedral de Viana às 09.00 h. do dia 03 de agosto de 1975, das mãos de Dom Carmine Rocco, então Núncio Apostólico no Brasil, sendo concelebrantes Dom Aloísio Lorscheider e Dom Timóteo Francisco Nemésio Pereira Cordeiro e Estava presente na celebração da sua ordenação o governador Nunes Freire.

Criou o seminário maior da Diocese de Viana em Belém – PA.

Ordenou 23 padres

Dom Frei Adalberto Paulo da Silva, OFM Cap (Sambaíba, 25 de janeiro de 1929) é um bispo católico brasileiro. Exerceu o cargo de bispo auxiliar de Fortaleza de 1995 até 2004, quando renunciou. Hoje bispo auxiliar emérito de Fortaleza-CE.

Entrou para o seminário dos franciscanos capuchinhos em 1950. Foi ordenado presbítero em 8 de dezembro de 1956 em Carolina (Maranhão). Em 1975 foi sacramentado, por dom Aloísio Lorscheider, para exercer o ministério episcopal na Diocese de Viana no Maranhão, cargo que ocupou por 20 anos.

Depois foi nomeado bispo auxiliar de Fortaleza em 03 de abril de 1975, cargo que renunciou em 24 de março de 2004, por ter chegado aos 75 anos.

Publicou o opúsculo Alma Franciscana. Seu lema era: Veni Ministrare! (“Vim para servir”)

IV BISPO DIOCESANO

(1998 – 2010)

Filho de Gilles Marie H. de M. d’Ableiges e Marie Fernande de M. d’Ableiges, D. Xavier cursou o ensino básico em Nantes. Seus estudos de filosofia e teologia foram concluídos em Saint Suplice, Issy-les-Moulineaux.

Quando diácono, sentiu-se chamado a ser missionário. Por ocasião da publicação da encíclica Encíclica Fidei Donum do Papa Pio XII em 1957, que incentivava o trabalho das missões, D. Antônio Batista Fragoso, de passagem pela França, solicitou um padre para iniciar o trabalho da Ação Católica em São Luís, capital do estado do Maranhão, o diácono Xavier Gilles se prontificou em assumir esta missão. Foi ordenado sacerdote em 30 de junho de 1962, em Le Mans e logo partiu para o Brasil.

Em São Luís, foi vigário paroquial na Paróquia de Monte Castelo (1963) e, entre 1964 e 1967, foi pároco de Fátima, bairros populares de São Luis. Foi também Assistente Eclesiástico da Juventude Operária Católica (JOC) do Maranhão. A seguir, atendendo ao apelo de Dom José Mota, arcebispo de São Luís, foi para o interior. Atuou como Pároco de São Benedito do Rio Preto e de Urbano Santos de 1968 a 1979.

Em 1971 foi preso pelo regime militar, juntamente com o Pe. Padre Antonio de Magalhães Monteiro, acusados de comunismo.

  1. Xavier concluiu a Licenciatura em Filosofia pela Universidade Federal do Piauí e Licenciatura em Direito pela Universidade Federal da Paraíba.

No interior, dedicou-se ao trabalho com as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).

Foi Coordenador Estadual da Comissão Pastoral da Terra e das CEBs do Maranhão (1980-1982); Secretário Nacional do Comitê Episcopal França – América Latina entre 1982 e 1988; Reitor do Seminário Interdiocesano Santo Antônio em São Luís do Maranhão (1989-1994); Reitor e Pároco de São José de Ribamar-MA (1993-1995).

Em 1995, foi nomeado bispo auxiliar de São Luis do Maranhão – MA, função na qual permaneceu até 1998. Neste cargo, foi Vigário Geral da Arquidiocese de São Luís do Maranhão e Moderador da Cúria.

Em 1998 foi nomeado bispo da diocese de Viana.

Atuou como Bispo responsável pelas CEBs do Maranhão. Trabalhou na Comissão Episcopal do Seminário Interdiocesano e do Centro Teológico do Maranhão (SISA e CETEMA). Exerceu a função de juiz do Tribunal Eclesiástico, Bispo responsável pelo do Clero do Regional Nordeste V; da CNBB e Capelão do Hospital Aquiles Lisboa. Foi o bispo responsável  pelo acompanhamento das Pastorais Sociais do Maranhão, Vice-Presidente do Regional Nordeste V e também Presidente do Regional Nordeste V. Foi Vice-Presidente da Comissão Pastoral da Terra Nacional e também Presidente da Comissão Pastoral da Terra (CPT). Sua atuação é destacada na luta pelos direitos humanos.

Em seu governo acolhe as vocações ao diaconado permanente, dando início aos estudos, no ano de 1999 com os sete primeiros candidatos ao ministério diaconal da diocese de Viana.

Livros escritos

  • Curso Bíblico para as CEBs – Ed. Paulinas.

Ordenações

Foi principal consagrador:

  • Arcebispo Paulo Eduardo Andrade Ponte

Foram co-consagradores:

  • Arcebispo Georges Edmond Robert Gilson
  • Arcebispo Marcelo Pinto Carvalheira

Foi Bispo co-consagrante:

  • Bispo Franco Cuter,O.F.M. Cap.
  • Bispo Geraldo Dantas de Andrade, S.C.J.

Lema:” Tudo posso naquele que me conforta” Fl. 4.13

Fontes

  • Página da CNBB
  • Bishop Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges Página Bishop Hierarchy
  • Entrevista com D. Xavier Gilles. IHU on-line. Página da Unisinos.
  • Pesquisa diácono Ferdnando Costa – Pastoral da Comunicação Diocese Viana

 

Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges (Saumur, 16 de março de 1935) é um sacerdote católico originário da França, bispo emérito da Diocese de Viana, no estado do Maranhão, Brasil.

Bispo de Viana 1998-2010

Antecedido por:

Dom Adalberto Paulo da Silva

Sucedido por:

Dom Sebastião Lima Duarte

V BISPO DIOCESANO – (Transferido para Diocese de Caxias)

(2010 a 2017)

Dom Sebastião Lima Duarte (Carutapera – MA  03 de abril de 1964), é um bispo católico brasileiro. É o quinto bispo da Diocese de Viana, na Província Eclesiástica do Estado do Maranhão.

Sebastião Lima Duarte, foi sagrado bispo aos 46 anos. O novo bispo de Viana é maranhense de Carutapera  e nasceu no dia 03 de abril de 1964. Cursou filosofia e teologia no Centro Teológico do Maranhão, hoje, Instituto de Estudos Superiores do Maranhão (IESMA). Em Roma, na Itália, cursou teologia e ciências patrísticas no Instituto Patrístico Augustinianum.

Ordenado padre no dia 30 de novembro de 1991, mons. Sebastião foi pároco da paróquia Santo Antônio (catedral), Diocese de Zé Doca. Foi coordenador de pastoral e administrador diocesano; coordenador diocesano de liturgia; membro do Colégio de Consultores; professor de História da Igreja Antiga e Patrística no IESMA.

Ordenado presbítero em 1991, era vigário geral da Diocese de Zé Doca – MA quando foi nomeado bispo diocesano de Viana em julho de 2010. Recebeu a ordenação episcopal no dia 18 de setembro de 2010 das mãos de Dom Carlo Ellena, Dom José Belisário da Silva e Dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges. Sua posse como bispo diocesano de Viana ocorreu em 25 de setembro desse mesmo ano. 2010

Atualmente Dom Sebastião Lima Duarte é o bispo referencial do CIMI – Conselho Indigenista Missionário – Regional Cnbb Nordeste V

Lema:” Fiat Voluntas Tua”  (Seja Feita Tua Vontade)

Bispo de Viana: 2010

Antecedido por:

Dom Xavier Gilles de Maupeou d’Ableiges

DOM EVALDO CARVALHO DOS SANTOS, CM
Bispo da Diocese de Viana (em exercício)

Natural de Fortaleza-CE, Dom Evaldo Carvalho dos Santos nasceu em 09 de março de 1969. Filho de Maria Elizabete Carvalho dos Santos e de José Ferreira dos Santos, Dom Evaldo é o oitavo de dez filhos.

Ingressou na Congregação da Missão, 1990; admitido ao Noviciado em Recife-PE, 1993; emitiu os Votos perpétuos, 1995.

Foi ordenado Diácono, Paróquia São Raimundo Nonato em Belém do Pará, 1997.

Cursou Filosofia e Teologia no Instituto de Pastoral Regional, em Belém-PA.
Bacharelou-se em Serviço Social pela Universidade da Amazônia, UNAMA.
Fez Especialização em Serviço Social, Políticas Públicas e Direitos Sociais, pela Universidade Estadual do Ceará, UECE.

Foi ordenado Presbítero em Fortaleza, 10 de janeiro de 1998.

Nomeado Bispo pelo Santo Padre Papa Francisco, 20 de fevereiro de 2019, recebeu a ordenação episcopal na Catedral Metropolitana em Fortaleza–CE, 27 de abril de 2019; tomou posse canônica como 6° Bispo da diocese na Catedral Nossa Senhora da Conceição em Viana–MA, 18 de maio de 2019.

Serviços pastorais
Vigário paroquial, Paróquia de São José de Tucuruí, 1998;
Missionário em Itaituba-PA, 1999;
Diretor, Seminário da Província de Fortaleza (Propedêutico, Filosofia e Teologia), de 2000 a 2008. Vigário paroquial, Paróquia São Raimundo e Assessor das CEBs, em Belém;
Membro, Diretoria da Conferência dos Religiosos do Brasil, CRB – Núcleo Fortaleza, de 2000 a 2003;
Pároco, Paróquia São Pedro e São Paulo em Fortaleza, 2009, de 2016 a 2018;
Diretor espiritual, Sociedade São Vicente de Paulo, em Fortaleza;
Assessor eclesiástico das Pastorais Sociais, CEB’s e outros Organismos, Arquidiocese de Fortaleza;
Superior provincial, Província de Fortaleza da Congregação da Missão, de 2010 a 2016;
Vigário paroquial, Paróquia Nossa Senhora dos Remédios, em Fortaleza, de 2010 a 2013;
Pároco, Paróquia Santo Antônio em Quixeramobim, de 2018 a 2019;
Vigário forâneo, Diocese de Quixadá, de 2018 a 2019.

 

Brasão Pessoal de S. Exma. Revma.

Dom Evaldo Carvalho dos Santos, CM

Descrição Heráldica

Escudo português esquartelado. No primeiro quartel, de goles (vermelho), as letras “S” e “V” de jalne (ouro), sobrepostas respectivamente. No quartel seguinte de jalne, um rio de blau (azul) no centro de uma colina de sinopla (verde), encimada por uma palmeira de sinopla. No terceiro quartel de jalne, um monograma mariano com uma cruz ao chefe, ladeado circularmente por doze estreladas, tudo de blau. O último quartel de goles, um pelicano de jalne. O escudo está pousado por uma cruz trevolada de jalne, e encimada por um capelo de sinopla com forro de goles, com suas borlas, em cada flanco e terminados por seis bordas 1, 2 e 3 tudo de sinopla. Broncante sobre a ponta da cruz, um listel de prata avessado de goles com a seguinte descrição: QUIA MISERICORDIAM.

Descrição Interpretativa do Brasão

O escudo como um todo representa a índole pessoal, vocacional e pastoral de Dom Evaldo Carvalho dos Santos. O brasão representa, também, a tríplice missão episcopal: santificar, reger e ensinar.

No primeiro campo encontram-se representados as letras “S” e “V” cuja simbologia remete a figura de São Vicente, fundador da Congregação da Missão, na qual a vida de Sua Excelência foi consagrada no serviço dos pobres e da missão.

Inseridos no segundo campo estão um rio e uma colina, encimada por uma palmeira que representa características fundamentais da região diocesana de Viana, o chão no qual Dom Evaldo inicia seu ministério episcopal.

Por conseguinte, na parte inferior do escudo, encontra-se um monograma mariano ladeado por doze estrelas. Remete-se, pois à Maria, Mãe de Jesus e da Igreja sob cujo patrocínio é colocado a sua missão pastoral. Outrossim, simboliza a devoção pessoal do bispo, tendo Maria como padroeira da Congregação da Missão e da Diocese de Viana.

O pelicano, situado no último campo, simboliza a entrega da vida e missão episcopal em favor de seu rebanho em sintonia com a essência do Evangelho de Jesus Cristo e pontificado do Papa Francisco.

O lema episcopal de Dom Evaldo Carvalho dos Santos inscrito no seu brasão “Quia Misericordiam” – Quero misericórdia – (Mateus 9, 13) representa a égide sob a qual a missão de um bispo se fundamenta, isto é, oferecer a Misericórdia Divina em favor do rebanho confiado ao seu zelo pastoral.