Lectio Patrum
  • A+
  • a-

Escritores Eclesiásticos e Doutores

Continuando nossa descoberta do mundo dos Padres da Igreja, nos resta tratar sobre outras terminologias usadas no estudo patrístico, como: Escritores Eclesiásticos, Literatura Cristã Antiga e Doutores da Igreja.

O termo Escritores Eclesiásticos foi usado na literatura patrística por São Jerônimo, no De viris illustribus, para falar de escritores católicos antigos que deixaram obras importantes mais não gozavam de todas as notas características dos padres, faltavam-lhes por vezes a santidade de vida, a ortodoxia ou a aprovação eclesiástica, conservavam somente a Antiguidade; outra terminologia é Literatura Cristã Antiga: designa escritores cristãos antigos não eclesiásticos, como obras apócrifas e heréticas, cismáticas...

Quanto aos Doutores da Igreja se trata de bispos, presbíteros e diáconos, Padres da Igreja, cujo critério de antiguidade foi substituído pelo de eminens doctrina. Título dado pela Igreja aos que se destacaram pela erudição no tratar argumentos de fé. O Papa Bonifácio VIII, ano 1295, concedeu este título aos Santos Padres de língua latina, os ocidentais: Santo Ambrósio, Santo Agostinho, São Jerônimo e São Gregório Magno; enquanto que Pio V, ano 1568, homenageou com o título os orientais, de língua grega portanto: São Basílio Magno, São Gregório de Nazianzo, São João Crisóstomo e Santo Atanásio de Alexandria.

Outros Padres mais tarde tiveram sua eminente doutrina reconhecida pela Igreja, são eles: Santo Isidoro de Sevilha (1722), São Pedro Crisólogo (1729), São Leão Magno (1754), São Cirilo de Alexandria e São Cirilo de Jerusalém (1882), São João Damasceno (1890) e Santo Efrem, diácono (1920). O Papa João Paulo II reconheceu Santa Teresinha do Menino Jesus, como Doutora da Igreja, a última até os dias de hoje.

 

Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana - MA

Mestre em teologia e ciência patrística

Instituto Augustinianum de Roma