Pastoral do Dízimo
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“Vós tendes o coração endurecido?”

Dízimo: Lei do Amor

Amar a Deus sobre todas as coisas

Amar o teu próximo como a te mesmo.

Ao oferecermos o dizimo estamos amando a Deus e ao próximo.

Jesus nos ensinou: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Vós também amai-vos uns aos outros (Jo. 13,34).

De que maneira eu amo a Deus e ao próximo através do dízimo?

Oferecemos o dízimo com humildade, sem exigir direitos, sem policiamento, mas exatamente ao contrário, oferecendo colaboração, ajuda serviço, amor, alegria e vivendo a partilha. Depois disso feito diga! “Ninguém me deve nada”

 DEUS É QUEM ASSUME O PAPEL

Vejamos o texto abaixo....

Santos Cirilo, monge e metódio, bispo

Mais uma vez o Senhor fala de pessoas com o coração sem delicadeza.  Conhecemos o tema  e o drama. Trata-se da questão da delicadeza interior.

Antes de tudo aqui é questão de conservar e alimentar uma consciência sensível para com as coisas de Deus e do Evangelho. De modo particular refere-se  à  delicadeza da consciência moral. Há duas situações que se opõem a  delicadeza   de coração e talvez uma terceira:  a auto-suficiência, a rotina e  a perda do senso do pecado

Pode acontecer  na vida do discípulo de Jesus ou do crente  o surgimento de uma postura de querer ser  superior ao  Senhor.  Não se pode comer da árvore do meio do jardim, e quando comemos, querendo ser como Deus, nos sentimos nus e perdidos. De tanto  cultivarmos esse   orgulho dispensamos  Deus de nossas vidas e colocamos ídolos em seu lugar:  o poder, a vaidade, a sexo, o dinheiro.  Escutamos as Escrituras e só ouvimos  a sua materialidade.  Nada mais penetra.   Vamos nos afeiçoando ao pecado e convivendo com ele não conseguimos mais ter sede de Deus.  O Senhor não pode mais operar maravilhas em nós. Há os que se perdem  por causa da dureza do coração.

Penso ainda  na rotina religiosa. Rotina dos cristãos, dos  agentes de pastoral e de todos.  Nada se faz de muito errado.  Aparentemente  as coisas funcionam: as missas são ditas e ouvidas, os sacramentos são administrados, as preces proferidas, os salmos cantados,  o dízimo vertido.   Pode acontecer , no entanto, que as coisas sejam feitas sem alma, sem fogo.   Precisamos voltar ao primeiro amor e mais do que isso ter as antenas interiores ligadas para podermos viver com ardor nossa opção de seguimento de  Jesus.

Jesus recrimina aos seus discípulos de não terem  fé… Eles viram tantos prodígios e  fizeram  tantas experiências e agora  reclamam porque não têm pão….”Por que discutis sobre  a falta de pão? Ainda não entendeis  nem compreendeis?  Vós tendes o coração endurecido?   Tendo olhos, vós não vedes e, tendo ouvidos,  não ouvis?”

No final  desta reflexão vale  ouvir essas  palavras tão conhecidas e tão luminosas da leitura de Tiago:  “Todo dom precioso e toda dádiva perfeita vem do alto;  descem do Pai das luzes, no qual não há mudança nem sombra de variação.  De livre vontade ele nos gerou, pela palavra da verdade, a fim de sermos como as primícias de suas criaturas”.

 

Diácono José de Ribamar “ZECA”